She-ra e as Princesas do Poder capa
Análises

She-Ra e as Princesas do Poder

Antes da análise de She-Ra e as Princesas do Poder, eu tenho uma pequena confissão. Eu sou um dos raros homens que adorava mais a She-Ra do que o He-Man (mesmo achando que as duas as series tinham formula igual = vilão cria um problema, herói chuta a bunda do vilão, salva o dia e lição de vida antes dos créditos). Já adulto fiquei surpreso que nos Estados Unidos, isso é mais comum do que eu imaginava! (ao ponto de ter uma frase “pesada” que traduzida livremente seria algo como: He-Man é pra bichinhas, e She-Ra e pra homens de verdade!). Se perguntarem a razão? É um pouco difícil de se dizer, mas em tempos “antigos” que quase série nenhuma era liderada por uma mulher. Ter uma animação com uma mulher independente, já era algo único e bem diferente pra época. E vamos falar diferenças iam além quanto ao He-Man. Como tratar de temas mais pesados, a situação geral ser mais tensa e gente do elenco morria. OK que geralmente era algum personagem que aparecia e morria no mesmo episódio. Mas eram coisas que deixavam a receita que já era boa, ainda melhor! Daí me veem esta versão que você ao ler irá notar que tem seus méritos, tem seus deméritos e tem alguns problemas graves. Que vai tornar isto aqui longo, eu ter reescrito uma boa parte na revisão por 3 motivos: É um assunto delicado quando uma produção cobre minorias e decidem concentrar as conversas em eu Vs vocês; o que vou ser sincero só diminuiu ainda mais esta obra, e não precisava de nada disso. Então saibam de saída e não vou me repetir desta vez! Sou hetero, não tenho nada contra LGBT, mas esta serie tem REAIS PROBLEMAS! O segundo, é que com o tempo a serie apesar de acumular algumas qualidades, ela também tem problemas sérios com tramas abertas. Já o terceiro mora em quanto o tom mudou do começo pro final. Pretendo deixar tudo isto explicado nos meus pros, foi mais ou menos e contras. Mas antes vamos com um pouco de histórico de produção. 

She-Ra nasceu de uma associação vinda de uma franquia parada, que a Mattel perdeu o interesse após o fracasso de He-Man e os Mestres do Universo (2002), Tendo duas temporadas a serie fracassou tanto em audiência quanto vendas. A Mattel investiu pesado em um nova linha que fracassou, no entanto ela serviu pra incentivar novas tiragens de antigas linhas do He-Man, feitas em quantidade pequenas e de luxo, que teve um sucesso modesto. Porém decidiram que a melhor ideia era fazer um “intervalo” da franquia. Foi aí que surgiram a Netflix e a DreamWorks; elas queriam trabalhar com She-Ra. Só que a Mattel não estava interessada, no entanto a insistência os levou a uma licença especial pra trabalharem numa nova série animada (não sabemos os termos, ou se podiam trabalhar com qualquer coisa do He-Man ou dos Mestres do Universo. Basicamente teriam liberdade criativa e de designs, no entanto qualquer linha de brinquedo que fosse lançada seria exclusiva da Mattel, eles investiriam nenhum centavo, só estariam presente pra consultas). Aqui foi feito foi um raro empréstimo de direitos; a DreamWorks poderia trabalhar com liberdade, porém não eram donos da marca. Quando planejada, a série não se tinha a visão de lançar novas linhas de brinquedo, só que quando os designs feitos pela DreamWorks chegaram, a Mattel resolveu arriscar lançar uma linha em paralelo com a animação. E lhes adianto que as vendas foram um pouco melhores que o “irmão” dela em 2002; não foram um estouro; mas podemos dizer que isso deu novo animo pra toda a franquia Mestres do Universo; que dependendo da mídia inclui a She-Ra.

Pra comandar o projeto eles chamaram Noelle Stevenson. Ela era uma premiada autora de Cartoon´s, que já tinha até alguma experiência na TV; antes de She-Ra ela tinha mesmo mais experiência escrevendo roteiros do que sendo produtora. Aqui ela produziu e foi escritora chefe, aliás foi a primeira vez dela comandando um projeto. É nossa como a DreamWorks não teve paz com esta escolha. Normalmente a DreamWorks não se envolvem com agendas de nenhuma espécie. Já Noelle!? Desde do dia um ela abertamente se portou abertamente pró LGBT (ao ponto de zoar os críticos e jornalistas dizendo coisas do tipo: Oh? Quer falar agora da agenda gay?), e ainda arranjou vários problemas por dizer abertamente que não viu o original de 1986, não desejava vê-lo pois não queria influencias. O que as vezes fez a imprensa não olhar ela com bons olhos por priorizar “polemica”, do que falar sobre a série. O que nos deixa aqui com uma produtora que deixava bem difícil falar da obra com a imprensa “local”.

O que pelas decisões da Noelle vai levar as duas animações serem bem distintas em certos assuntos. O original pegava temas difíceis como drogas, guerra e martírio. E tinha seus problemas da época; pois She-Ra foi desde da concepção era uma linha eliminando o máximo de riscos. Já nos designs de brinquedos todas as mulheres tinham um molde adaptado da Barbie e todos os homens tinham moldes mais “suavizados dos amigos do He-Man”. Então meio que homens e mulheres tinham o mesmo tipo de corpo, e na animação isso se repetiu. O novo tinha uma escritora pouco se importando com imprensa, fãs e a obra original. Mas tinha as suas coisas boas como falar de abandono, solidão, amizades e coragem. Só que na mesma mão não sabia nada lidar com criticas, uma escrita com raiva contra alguns grupos (todo mundo de Eternia é um humano horrendo! E isto numa serie que não podiam ousar dizer o nome de qualquer um de lá. Então dá-lhe xingar os “antigos”).

Vou desenvolver nos meus “prós” e “contras” com o que achei da série, e se preparem pois vou demorar bastante. Além de ir e voltar várias vezes nos destaques pois tem coisas que se desenvolveram bem durante a série e outras que foram um desastre, além de lembrar que vou dar toneladas de spoilers, então se forem diretos pra conclusão e a nota onde vou evitar revelações desnecessárias.

Foi Bom

  • Os designs de personagens foi uma melhora nesta versão. Melhorou absurdamente por… parecem como vou dizer!? “Gente real”, é um elenco bem diverso que observando os personagens já se sabe quem é quem! O grande problema de design do original e que as princesas eram praticamente She-Ras com outras roupas, mas tem que se lembrar que isso foi também um dos defeitos constantes da produtora a Filmation que tinha a “mania” de aproveitar os moldes de personagens, que eram baseados em desenhos e filmagem de pessoas reais; que foi um método deles de dinamizar e agilizar a animação.
  • Entrapta é minha princesa favorita!!! Tanto em inglês como em português. Ela teve brilhantes atuações que mostraram todo o seu amor por ciência e pelos outros. Foi algo tão natural, descontraído e tão fofo que não deu pra resistir, mesmo com suas várias “transições de lado”. Ela sempre foi fiel a ciência e aos amigos. Além de gerar situações e momentos que eu não esperava ver nessa série (como a relação dela com o Hordak). Isto garantiu muito eu ver essa série até o final.

Preservem este sorriso!
  • Cintilante foi uma personagem que foi mais sendo afinada e desafinada durante as temporadas, na temporada um, os roteiristas não sabiam que tom usar nas discussões com a mãe dela a Rainha Ângela (aliás aproveitando, ótima interpretação de Mirian Fisher que mesmos com os problemas de “texto”, sempre mandou bem na interpretação da Ângela e foi uma constante na versão dublada), hora conversavam como se fossem irmãs, hora discutiam como se fossem de várias gerações diferentes como uma avó e uma neta e raramente se falavam como mãe e filha. As conversas melhoram somente na temporada três quando finalmente ela se entendeu com sua mãe!? Me veem a fase da “rainha Cintilante” e sem tem a pior fase do elenco principal, com uma Cintilante egoísta e egocêntrica, a Adora de bico como sempre por ser contrariada e o Arqueiro no meio do tiroteio tentando juntar as duas. Mas na temporada final, ela tem o mais natural arrependimento por todas as besteiras que ela fez e tenta genuinamente pagar por seus pecados. Todos esses ângulos a fazem parecer alguém real, alguém que te tem ciúmes e problemas como todo mundo, alguém lidando com seus próprios demônios e tentando genuinamente ser uma pessoa melhor.
  • Felina (que erravam as vezes na dublagem a chamavam de Catra que é o nome da personagem em inglês, mas graças a deus esse “errinho” foi diminuindo), interpretada aqui genialmente pela Fernanda Baronne. Esta personagem foi uma grande mudança de uma versão pra outra. De uma inimiga genérica no original pra a grande “rival” da heroína (se desejarem saber no antigo eu gostava mais da Scorpia). Nossa! Como ela sabia pisar nas “feridas” de cada um genialmente, sendo provocativa e ainda mantendo um clima de Frenemy, ou se preferir o termo: amiga tóxica (amiga, mas sempre fazendo comentários ácidos e depreciativos ao mesmo tempo). Aqui ela sempre foi o espelho da Adora. Era divertido ver o conflito interno dela de todas as lições da horda e o abandono que viveu contra seus sentimentos foi algo bom por quatro temporadas, até vir a temporada final e fazer algo esperado, que no entanto saiu forçado, mas vou falar depois.
  • Hordak foi um grande vilão, conseguiram retratar bem ele como líder militar, o seu conflito interno com suas imperfeições e sua “posição” em Eteria, tudo isso mostrado de modo crível e humano. Ainda por cima o Guilherme Briggs foi uma excelente escolha pra interpreta-lo, as cenas dele com a Entrapta foram genais, só a quinta temporada não favorece o personagem que ficou absurdamente largado e mal utilizado.
  • Só reforçando, nossa como o Briggs é dinâmico e foi genial diferenciando no tom de voz e atuação o Hordak dos clones comuns. Assim como também o Hordak “errado” do resto (em especial o Hordak “errado” gerou vários momentos hilários!).
  • Sombria pra mim tem uma das melhores jornadas aqui! Você tem o topo dela tendo tudo o queria, depois é derrubada pela Felina é perde tudo. Mas aí ela vê uma chance genuína quando a Cintilante precisa de ajuda pra controlar seus poderes, e fica aquela “ambiguidade divertida” de será que ela mudou? Ou ainda está faminta por poder!? Que só é respondida no ultimo momento de sua jornada de modo maravilhoso, quando resolve abandonar de vez sua fome por poder em nome de dar um futuro pra suas “filhas”.
  • Double Trouble foi uma excelente adição num momento difícil da série é fantástico como ele leva a sua vida como se tivesse num palco de teatro e como brinca com a cabeça de aliados e inimigos. Foi de longe a melhor coisa da temporada quatro, mas quando foi descoberto? Meio que perdeu utilidade narrativa na série, mas volta numa participação “surpresa” (tá é meio telegrafada) e imperdível na temporada cinco.
  • De começo Spinella e Netosa, só estavam antes pra cumprir cota, ser piada sobre minorias e colocar um casal LGBT em tela. Mas na temporada final me conseguem genuinamente desenvolver o relacionamento delas e ainda fazer uma das melhores lutas nessa temporada final. A luta mesmo sendo contra “zumbis de chip”, ainda transmitiu alguma emoção e conflito de verdade.
  • Os roteiros desta série parecem sofrer do mal do par (as temporadas par geralmente são horrendas é as impares as vezes são “boas”). Sendo bem honesto!? Num resumo a temporada um é bem mediana e devagar, mas cumpre bem o papel de apresentar as princesas e o contexto de mundo. Em teoria Noelle só faria a temporada um e iria embora. Pois não se tinha mais contrato pra outras temporadas. Só que a repercussão da primeira temporada e as reuniões de equipe. A fizeram mudar de ideia, e ela veio a público pra dizer que tinhas ideias pra mais quatro arcos com treze episódios, porém acabou sofrendo com atrasos de produção. No fim teve que fazer alguns cortes, ainda mais com os problemas que levaram a temporada dois a ser dividida em duas partes excepcionalmente. Por isso a temporada 2 tem seis episódios e a 3 tem sete episódios. Voltando ao assunto da temporada dois. Ela é horrenda! A três melhora perto do final, a quatro tem problemas na parte central da trama, porém tem boas coisas nas tramas em sua volta é a cinco é irregular por ter alguns bons momentos revezando com alguns dos piores momentos de toda essa série! Se fosse resumir ela toda? Diria que acerta bonito em alguns temas, mas quando erra? O faz de modo absurdamente feio.
  • A parte que se baseia na mitologia de He-Man de 2002 são boas e dão uma boa dose de nostalgia com alguns elementos que aguçam a curiosidade, e esses elementos que estão bem presentes até a temporada dois e são bons. O problema mora no que vou aprofundar no que foi ruim, os desvios no caminho.
  • A primeira sequência de transformação da She-Ra era ótima! Passava fragilidade e força, só o problema era a roupa que era simples demais.
  • Aliás a roupa da She-Ra só melhora na ultima “versão” (de quatro versões), sendo a roupa uma mistura boa entre o original e a “jornada” da Adora. É um traje moderno, só que na temporada cinco o problema se inverte, a roupa é boa! Mas a sequência de transformação é horrenda! Ela tenta misturar inocência e malicia, e no fim faz nada…

Foi Mediano

  • Adora parece ser uma jovem bem atual. Mas a série tem vários problemas com ela que por si só a “puxam” muito pra baixo. E ainda se for comparar com a Adora da série original? Aí seria humilhar a versão atual! Pois a antiga é absurdamente superior pela bravura e firmeza mesmo em tempos incertos; o que a tornavam num pilar informal de liderança. Então vou focar nos problemas que essa “versão” de 2018 já tem. O jeito orgulhoso dela de ser, o “pouco” tempo de horda (no original é bem mais crível a deserção dela, mas isso só é tratado com a série antiga bem avançada e aqui é tratado num ponto mais “ideal”! Bem no começo), e o modo de como as soluções de problemas dela são mais dadas pelos outros do que ela pensando, são fatores que a puxam pra baixo e não me fazem crer nela como a “luz” da rebelião como o Líder da Horda a pinta. Mas sua capacidade de teimar e se arriscar pra salvar os outros (que na quinta temporada foi retratada errada, sendo quase como uma tendência suicida!?), seus momentos de liderança e inspiração na “bagunça” da rebelião. Além de sua relação “estranha” com a Felina, eram coisas que me atraiam na personagem. Só me veem a temporada final e literalmente transformam seus sentimentos em dispositivos do plot! É aí vou ter dizer que me levaram ao ponto que nem mais me importava com essa ponta do “quarteto” principal (Adora/She-Ra, Cintilante, Arqueiro e Felina). O que acontecia com ela, era neutro pra mim, então certas coisas extras que vão pra algumas pessoas taca-la nos elementos que as pessoas não gostam. Se tornam pra mim um nada! Eu não vou me importar com coisas como: o poder vem de dentro (que aliás foi explicada numa HQ separada! E sinceramente isso não ajuda e nem atrapalha, pois é uma desculpa idiota de roteiro pra não falar diretamente das origens do poder de She-Ra. E só usar a preguiça que o planeta escolhe alguém mesmo de longe e a magia acontece pela conveniência. E pronto não precisamos explicar pela honra de quem mesmo!? É a espada vira um “símbolo”!? Ou o casal Adora e Felina!? Sobre isto já estava “cantado” desde do episódio do baile na temporada um! Só foi acelerado pelo fato da temporada cinco ser o final da série, já era esperado, e com dicas espalhadas na serie inteira. Pra mim não me incomoda, mas muita gente vai acusar; e com leve razão; de ser outra “inclusão de minoria”. No fim  soou como no “caso” de Avatar: a Lenda de Korra, é seu “korasami”, algo pra lá de telegrafado e entregue numa pressa absurda pra dar o que os fãs querem (pronto entreguei o meu problema, o problema não é o resultado! Mas a entrega!).
  • A mini jornada espacial pra voltar a Eteria foi interessante e poderia ter sido mais útil, não vou negar os irmãos Falcão, a Felina se enturmando nos “melhores amigos de sempre” e Melog renderam bons momentos. Mas perderam chances de não estragar o mito da She-Ra; como por exemplo poderiam, achar outra maneira de Adora recuperar os poderes; e também de esclarecer de vez quem são os Primeiros. Por isto entre “mortos, oportunidades perdidas e feridos”. Ninguém ganha nada! E não me ousem chamar trajes espaciais fofos de ganho!
  • A musica foi um dos elementos em que teve muitos acertos e erros também. Mesmo reciclando temas da série antiga e mixando com novos, a trilha não tem impacto. Salvo alguns temas eventuais especialmente criados pra certos episódios e que rendiam algo, em especial os temas pros episódios finais das temporadas um, três e quatro, estes temas davam um bom clima. Sobre o resto é esquecível, inclusive o novo She-Ra theme, que me desculpem prefiro o antigo com os loops “infinitos”

Foi Ruim

  • Não sou especialista em design só que… temos um problema de roupa. O primeiro visual é muito infantil é genérico (ao ponto de as piadas de ser o Ben 10 com peruca serem justificadas), o segundo é dourado demais, já o terceiro só muda as botas do primeiro design. O ultimo é bom e já falei acima.
  • A nova transformação da She-Ra na temporada cinco não me convenceu. E acho que também nem aos produtores (das seis vezes que a She-Ra aparece só nas duas primeiras se tem a sequência completa sem cortes), o que eles tentaram na temporada final foi algo parecido com a transformação da Kyoko em Madoka Magica, algo que passa-se inocência de uma criança junto da “malicia sensual” de uma mulher adulta e já “madura” (isso passa a personalidade da Kyoko traduzida em “transformação”). Mas o grande problema nisso é a Adora, isso não bate com ela e nem com She-Ra, por isso torna essa sequência de transformação foi tão ruim e supérflua.
  • E lembrando que a série tinha vários problemas na tradução do script original. Como Felina sendo chamada de Catra várias vezes durante as temporadas, Serena sendo chamada de Marmista!? (o similar a Felina, esquecimento dos nomes no Brasil), o líder da Horda sendo chamado de Prime (é um autobot? Eu não sabia!?) ou Horde Prime (é essa se for ver em inglês é um erro feio pois todos os clones, salvo os “defeituosos” sempre o chamam de supremo líder!), a qualidade da dublagem é excelente, só não posso negar os problemas em termos e nomes não revisados direito.
  • Vamos falar separadamente dos piores momentos da série inteira, antes de ir “atacar” os problemas do final. Vou começar esta parte com a temporada dois. Na época do contrato pra fazer o resto da serie, a Netflix deu um prazo pra estes episódios serem feitos e por problemas diversos a DreamWorks resolveu cancelar a sexta temporada, que virou três livros feitos com parte das ideias da Noelle não usadas durante a serie… Em teoria estava tudo resolvido com a divisão em duas pra dar mais tempo de produção, e do resto da série ser feito com calma. Só que isso fez originar o pior trecho da série! Você tem uma sequência que vou chamar de “Como defender um reino”, em que resolvem zoar a série antiga. É fazem no melhor estilo aceitem o que foi feito e esqueça o passado! Isso pegou muito mal, não ajudou na narrativa e só ajudou a dividir os fãs ainda mais. Já em “Nevasca” temos a volta da She-Ra bêbada, e de bônus Adora bêbada também! Esse plot da She-Ra ser “hackeável” foi horrendo! E graças à deus não voltou mais. Só seguiram com o tema “hack” em outra direção no roteiro. Em “Lembranças do Passado” o único bom tema dessa sequência foi mostrar o passado da Sombria. Em “Encontro da família Arqueiro” você tem a coisa mais forçada possível que se pode fazer com LGBT; o cara Heterossexual que esconde que seus pais são gays. Só que como tentam encaixar isso no plot!? É patético, sério mesmo mandar uma criança pra um colégio interno, essa criança fugir e se juntar à uma rebelião militar, com o detalhe dos pais nunca saberem ou receberem noticias que sua criança fugiu do colégio!!! Isso é o típico caso de chamar o espectador de idiota! Aceite o que fiz e tome esse contexto ridículo e forçado! Ainda pra “justificar” a existência deles (pois foram os únicos arqueólogos, além do arqueiro apresentados na série… Os usam pra apresentar o grande dispositivo do plot que pode salvar o mundo; o episódio é forçado e a volta deles mais a adiante é pior ainda! O que resulta numa temporada dois esquecível!
  • A quarta temporada, a grande questão é se você sobreviver aos desmandos da Cintilante, ao orgulho da Adora em ela não aceitar que outros a ajudem, a grande confusão que fica pela perca da Ângela e se você não abandonar a serie!? Bem vai ter coisas boas vindas “lateralmente”, só que no centro da trama? Vai encontrar coisas terríveis, chatas e que até tem seu proposito, mas o meu problema é o quanto teimam nesse conflito bobo e infantil.
  • Agora vou ter que falar da parte que todo mundo vai brigar comigo, mas tenho que falar do elefante na sala que ninguém fala e é a mudança do roteiro feita pela Noelle (ou não!?) após a temporada inicial, na temporada um se nota várias referências ao He-Man de 2002 e do nada, tudo isso é abandonado é largado. E ainda por cima se nota na temporada final mais e mais discordâncias, junto de “desconstruções” largadas em diálogos espalhados. Junte ao fato que publicamente Netflix e DreamWorks falaram que seria ótimo ter oportunidades de encontros com o He-Man. Enquanto que a Mattel fala que tem seus próprios planos! E Noelle pela primeira vez! Tenta ser diplomática e falar que o conto é sobre She-Ra e todo o foco é sobre ela. Mas aqui de fora não sabemos o motivo exato de terem abandonado tudo sobre Eternia, He-Man e Grayskull. Aliás me repetindo!? Pelos poderes de quem mesmo!? Até virou piada na série! Se foi o problema por batida de pé da Mattel? Ou da Noelle? (ou pior foi um “encontro de vontades” dos dois). Não sabemos; mas isso foi horrendo pro desenvolvimento do enredo é com “certeza” se “vingaram” na trama da série? Não foi a melhor das ideias; o que me leva à temporada final que vou dividir por partes.
  • Esta ultima temporada se resume bem o que falei lá em cima sobre o roteiro, só que aqui a montanha russa é maior! E as subidas e decidas são mais “assustadoras” pro bem e pro mal. É nossa como esta serie tem elefantes escondidos; na primeira metade se tem toda uma trama de um resgate improvisado, que com o fim da temporada quatro era esperado irem buscar a Cintilante, mas a virada aqui é o resgate também da Felina, é nossa como isso de um certo ponto era esperado, mas foi muito mal construído pacas! Vou tentar explicar algo pra verem a minha posição! Nessa série de certo modo todo mundo já via que no meio desse drama de inimigas, mas “ainda” amigas. Que Adora e Felina tinham um romance implícito, só era uma questão se a DreamWorks permitira ou não. O que até a quarta temporada Felina estava realizando suas ambições, com alguma paranoia no meio! Até no fim da temporada vencer um abalado Hordak e usar a Cintilante pra quase destruir o mundo (Aliás o quebra pau entre as duas se não fosse interrompido provavelmente resultaria na morte de ambas, pois estavam lutando com tudo pra matar uma à outra). Daí ela é levada ao chefe da Horda que reconhece seus talentos, e ela tem tudo o que sempre quis! Poder e reconhecimento. Daí me forçam em paralelo uma trama de solidão por estar no topo, e me adicionam uma “turnê” pela empresa feita pelo líder da horda. Com o pior filme de recrutamento que já vi! (pior que o do Zod!). E só agora ela se convence que seu chefe é um genocida louco por controle, e que ela deve tentar o caminho do “bem”!? Estes dois momentos são as piores “demonstrações” que se pode fazer numa ficção pra mostrar que alguém é cruel, e a pessoa tem que tomar uma decisão! Todo mundo tem seus morais, mas eu pessoalmente acredito que todos tem potencial pra bondade e maldade. Ao mesmo tempo sei que não existe 100% bom ou 100% mal. As vezes isso tudo são escolhas de lados em moedas. Só sério que vocês acham crível alguém mostrar os “benefícios” de se trabalhar pra alguém, com algo horrendo, com auto potencial de não sobrar nada no fim e que ainda vai “ferrar todo mundo”, incluindo você!? Sério mesmo que alguém vai ser louco de concordar com sua auto eutanásia e de todos da sua raça e conhecidos!? Ou esta cena tá lá pra ser como um grande cartaz de eu sou mau e cruel! E porque nunca na locadora se tem o vídeo de recrutamento com os pôneis, unicórnios voando, nuvens rosa e arco íris no céu? Sério mesmo fazer esta virada agora! Só pra juntar Adora e Felina como um casal!? Mas não fiquem tristes a Felina ganhou no meio disso um gato transmorfo chamado Melog que torna os outros invisíveis. E que também é a cara da forma de pantera da Felina na série clássica. Podem chamar de lucro essa parte!? Nem vou me aprofundar ou voltar a falar da parte que após Adora quebrar a espada, ela volta a se transformar em She-Ra pelo literal poder do roteiro mal remendado e do biquinho… Vocês já sabem o que acho! Estou nem aí! A essa altura.
  • No fim a Noelle sempre disse que isso nunca acabaria como as série “normais” com algum de casal LGBT morrendo ou não ficando claro em tela o relacionamento (traduzindo a falta de beijo). O problema é que ela fez exatamente o que ela reclamou? Eu sei! Vão dizer como assim!? Prestem bem atenção na ironia que a produção faz com a própria Noelle no fim! Na cena da comemoração, com montes de beijos lésbicos e os casais héteros abraçados. A Serena manda a pergunta pro Falcão do Mar após olhar e ver que são o único casal hétero: “Nós somos os anormais aqui!?” Isso foi feito numa clara ironia. Em que você não ajuda minoria alguma! Pois está fazendo as mesmas coisas que fazem contra eles! Só prova que você apoia “excluir” e fazer preconceito desde que seja ao seu favor! Nessa você pisou feio Noelle e teve resposta dos seus empregados na lata! E deixou uma cena “tradicionalmente” bonita de “fim de guerra”, em algo com clima pesado por outros motivos de fora da série.
  • Se ainda não está desesperado, fulo ou irado!? Ainda tem mais coisas da segunda metade da temporada, mas acreditem o começo desse arco tem algumas coisas boas no meio, no entanto gera a pior parte dos problemas por problemas criados pra teimar no mesmo vilão. O que leva a confrontos no melhor estilo quarta guerra ninja, cena de confronto no trono, a lá Star Wars, trocas de corpo a lá Palpatine (o que mata o melhor momento do Hordak!), é uma derrota de vilão no melhor estilo Avatar. Traduzindo, até seriam boas ideias se só uma fosse usada, mas pegaram várias soluções já ruins e juntaram numa animação só!
  • Lá vamos pra ultima parte da seção que acho os que gostaram da série vão me linchar! E os que não gostaram vão achar que fui piedoso… Vamos as questões sem respostas! Como: Onde foi parar Ângela!? Pelo visto é algo que resolveram abandonar e todos darem ela por morta! Quem são os Primeiros e de onde eles vieram? Pra Noelle isso não te interessa por diálogos como: “Oh! Os Primeiros!? Eu os enfrentei por eras e tendo a vantagem de sempre poder trocar de corpo e eu vi vários rostos, agora eu estou aqui e eles todos estão mortos!”, ou por coisas como: “Os Primeiros tentaram usar mágica pra usar o coração de Eteria, mas os amigos de Mara os detiveram!” O que leva à novas perguntas? Eteria colaborou de inicio com a guerra dos Primeiros? O que fez eles mudarem de lado? Tudo é pra mim é um eufemismo pra Noelle não falar sobre Eternia. Daí pra não ser crucificada em redes sociais pelo que criou? Criou um outro nome que não funciona pois ela não sabe ser suave ou sutil. E praticamente faz uma historia de passado em que evita falar o nome, mas insinua com todas as letras que: He-Man em algum ponto foi derrotado pela Horda. E foi o primeiro a cair e por eras as She-Ras enfrentaram a Horda, só que no meio disto Eternia foi destruída. Pois todos lembraram da existência de uma antiga colônia chamada Eteria. Ainda conseguem achar uma maneira de usar She-Ra é o planeta como uma estrela da morte. Só que isso custaria a vida do planeta! É a Mara resolve fazer uma rebelião que no fim custa a vida dela pra jogar Eteria em Desperos, e leva à TODOS DO PLANETA NUNCA MAIS FALAREM SOBRE ISSO! E RESOLVEREM SE ESQUECER E NUNCA MAIS FALAR! POIS LARGARAM OS “ETERNÍANOS” PRA PRÓPRIA SORTE!!! MAS VIVA SALVAMOS NOSSOS PRÓPRIOS RABOS E CONDENAMOS O UNIVERSO PRA SER CONQUISTADO PELA HORDA! Só posso dizer: Meu deus! É uma humilhada em tudo o que foi feito antes, que só tem em sua defesa??? Algumas coisas jogadas que indicam que esta animação é uma linha alternativa de She-Ra, com tudo se passando num futuro alternativo! Por causa de frases como: Eu já vi este rosto antes! Então os primeiros usaram uma solução do passado! Outro elemento é o flashback do Hordak em que após She-Ra purgar o líder da horda do seu corpo ele fala: “eu te conheço de muito tempo!”. Além do fato de tudo isso é insinuado, é nunca “afirmado”. Pois como disse a série termina sem uma menção de quem era: “O Campeão dos Primeiros” que foi o primeiro a cair, que deveria ser a “fuga” pra He-Man. Os Primeiros nunca é dito quem são, mas devem ser o pessoal de Eternia, nem falam nada sobre Grayskull e muito menos sobre as “outras She-Ras”. Só soltam um: “Muitos rostos diferentes, mas esse na minha frente é igual e ao mesmo tempo diferente dos outros. E eu já vi antes! Não é verdade minha inimiga mais antiga!”

Conclusão

Vou tentar ser rápido aqui e sem revelar detalhes da trama. Indo direto! Esta série tem várias ideias boas e até consegue fazer bons personagens, mas o desenvolvimento dela deixa a desejar (principalmente após a terceira temporada).

Tem bons designs e representatividade, mas é uma série muito ligada à uma agenda e não tem vergonha de alterar o que puder pra cumpri-la! E olha eu abri a minha mente, tentei ver por uma nova perspectiva, só que a série tem pecados demais, já sem nem comparar com a antiga de 1986!

Dou a nota 4,75, queria dar seis ou sete, mas certas coisas me seguram: se comparar esta série com a de 86, você só vai ganhar três coisas aqui nessa nova versão: personagens melhores desenvolvidos; isso se seu nome não for Adora; pois se entrar nisso? A de 86 ganha de goleada! O obvio melhor e mais respeitoso carácter design e se achar que é maturidade ter mais mais mortes… Posso ter pintado um cenário terrível. Mas esta é a visão de alguém que viu algo diferente e este anterior eu posso rever a qualquer hora com alegria. E um produto novo, cheio de acertos e também com falhas absurdas que tem um placar de 3 temporadas ruins de se ver e duas boas. Um saldo nada saudável de se recomendar.

Aqui é uma grande questão de gosto e de se os defeitos te afetam? E não me venham disfarçar com a desculpa de o foco era diversidade! Diversidade não é desculpa pra nada! Esta desculpa só piora as situações de minorias, quando vira desculpa pra serviço mal feito. E tem uma cena do final que eu reclamei e é bom exemplo disso. Olha o grande problema dessa série e que ela tem coração, mas ele bate lento, não puxa o sangue (não tem plot bem desenvolvido). É isto mata pouco a pouco a série, ficando pior no seu final. É uma jornada que só me sobra praticamente intocado o desenvolvimento de personagens e a dublagem como algo é garantido o alto nível o tempo todo.

Eu não a recomendo, mas se não tem medo de spoilers, leia tudo, pense na analise, veja as outras coisas que vou deixar aqui, junta tudo. E pense em como você e as outras pessoas que forem ver com você, irão preferir. Sei lá, vai que vendo dez episódios do antigo e dez do novo te dê uma visão diferente pra vocês que eu não tive!? Ou talvez só ver esta e ignorar os detalhes faça a coisa melhorar!?

Disponível no Netflix de modo dublado e legendado.

Galeria

Alguém definitivamente não sabe lidar com críticas…
Pausa pra foto! Alguém faça este cavalo ser menos assustador!!!
Temporada 1
Temporada 5

Links Uteis

She-Ra e as Princesas do Poder (no Wikipedia em português e tem boas informações do elenco de dublagem nacional).

She-Ra e as Princesas do Poder (no Wikipedia em inglês)

She-Ra e as Princesas do Poder (site oficial em inglês, tem recursos de realidade aumentada pra VR é um site raro com esse tipo de opção)

She-Ra e as Princesas do Poder (no IMDB em inglês)


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