
Transformers War for Cybertron Trilogy

Pra entenderem um pouco este projeto, nos devemos voltar um pouco no tempo, e irmos ao passado. Há alguns anos um pessoal na divisão de TV da Hasbro, achou que havia espaço pra uma animação adulta de Transformers ;a maioria das animações desde a “retomada” com Transformers Prime, sempre miraram um público de 12 pra 6 anos e pra o público menor se tinha Rescue Bots. Por anos a Hasbro achava que os filmes de Michael Bay era o suficiente pra adultos, até decidirem fazer um “teste” junto com a Machinima (hoje falida, mas seus restos são parte da Warner), é nisso nasceu a polemica trilogia Prime Wars (Combine Wars, Titans Returns e Power of Primes; hoje em dia as três são mídias perdidas com o fechamento e posterior venda da Rooster Teeth).
Com o resultado misto da empreitada anterior; que foi basicamente massacrada por público em geral, fãs e critica. Porém muita gente que elogiou o “tom adulto” é a coragem, e num momento em que as renda dos filmes vem caindo. Eles resolveram voltar a fazer este tipo de projeto, com praticamente a mesma equipe, só basicamente mudando a produtora de animação, sai a Tatsunoko e entra a Polygon Pictures, o showrunner e o produtor musical.
Apresentado tudo isso!? Já te adianto que se nota o aprendizado com os erros do passado! Como: Melhora na distribuição a Rooster Teeth seguiu o conselho da Warner e abandonou a exclusividade no Youtube e foram pra Netflix, e as trocas renderam numa animação muito melhor, com uma trilha que funciona e direção e atuações bem mais profissionais e não amadoras como foi antes.
Antes de entrar nos meus prós e contras, vou avisar e lembrar que apesar da censura ser dez anos, a série tem um tom mais maduro e muitos tons de cinza, além do fato de mais uma vez contar a guerra de Autobots e Decepticons. Só que desta vez, contando desde de Cybertron no seu momento mais baixo, com muita inspiração nos games War For Cybertron, nos quadrinhos da IDW, na linha de brinquedos de mesmo nome (aliás a linha foi relançada pra acompanhar esta serie com versões iguaizinhas a da série, tendo até nos modelos os mesmos danos de batalha que na série) e no filme do Bumblebee.

Siege/O Cerco
Foi Bom
Ver em 4K ou em HDR é um espetáculo a parte. Se puder ver desse jeito? Veja! Vale muito a pena, pois valoriza ainda mais o visual “surrado de guerra” da série.
As musicas, acreditem em mim! Elas dessa vez dão o tom das cenas, desde da resistência heroica a momentos de tensão, a musica ajuda muito no contar da história. Além do fato que ouvir os velhos “velhos” sons de transformação, só ajuda ainda mais na imersão e no fator nostalgia.
Isso é mais notável pra quem tem algum tipo de Home Theater, os efeitos de som são impressionantes, junto com a animação você quase sente o impacto das cenas. E isto é muito ajudado pelos efeitos de som! É uma serie rara com efeitos sonoros a nível de cinema!
A animação é excelente! Feita pela Polygon que já é velha conhecida da franquia, ela fez as animações de Transformers Prime e boa parte das animações de Transformers Robots in Disguise (2015), aqui eles fazem um primor de trabalho, em que cada modelo foi escaneado diretamente da linha de brinquedos, pra depois ser animado. E nossa como isso impressiona pela mobilidade e expressividade dos rostos e corpos.
O episódio um é maravilhoso em te situar como a guerra começou, o estado da situação é lhe dar o básico sobre os dois lideres.
O episódio três pra mim é o melhor da serie, mostra o sofrimentos dos dois lados, o quanto a guerra afeta as pessoas e o quanto no esquecimento no meio da carnificina, pequenas coisas podem fazer soldados lembrarem do seu juramento e agirem pelo povo e não por “facções” (não devem obediência a seus lideres e também não a políticos, mas devem obedecer ao seu dever de proteger cada vida do seu povo, independente de fações ou pensamentos, algo nos tempos de hoje muito tocante).
Optimus é um líder bem diferente das outras series, e isso é fabuloso! Aqui, ele age por ideologia e esperança, tem duvidas, discute e ainda propõem de modo a ouvir os conselhos de seus subordinados (isso é bem estilo G1, que algumas vezes fazia isto). Isto o difere muito de todas as outras versões, onde ele tem aquela aura de autoridade e de mesmo nos erros, te inspirava pelo sentimento de certeza nas palavras; é sabem de uma coisa esse Optimus mais falho e esperançoso desta serie é uma das melhores versões que já foi apresentada, isso une um pouco do melhor do Rodimus da G1 e do Optimus de Transformers Prime, pois é um líder que tem duvidas, que está aprendendo a ver o melhor e o pior das pessoas, mas que ainda tem fé num futuro de paz (o que difere de 90% dos outros Optimus que pareciam que só iam parar até o ultimo Decepticon fosse morto ou desistisse…, e é meio o que a G1 japonesa foi…).
Megatron é outro bem diferente do que foi mostrado antes, ainda continua impiedoso, mas claramente faz as coisas por razão e não pela “pura maldade”, você vê no andar e no modo de falar dele, que ele é alguém exausto de tanto lutar, e mesmo que os seus Decepticons deem soluções radicais pra problemas, ele ainda pensa nas consequências, mesmo com o jeito estourado dele, que possivelmente foi mais afetado ainda pelo cansaço da guerra; e se no Original com Jason Marnocha já era muito bom (o único acerto de prime wars foi escala-lo como Megatron, e aqui ele tem a chance de brilhar e a pega com unhas e dentes), já em português com Guilherme Lopes, ele consegue passar todo o desgaste físico e mental do Megatron só na voz! É ser ao mesmo tempo impressionante e assustador.
A dublagem em inglês é boa, mas se façam um favor e vejam dublado, é um dos raros casos que a dublagem em português é fabulosa e em alguns casos supera o original!
Aliás as diferentes personalidades e os questionamentos dos Decepticons, só os fazem terem mais personalidade e não serem drones genéricos como a maioria deles são nos filmes do Bay e nas series mais modernas, isso os torna indivíduos, e ainda ao adicionar tons de como vou dizer cinza em alguns deles como Jetfire, Impactor, Soundwave (apesar dele ter tido pouca participação) e no próprio Megatron, só os deixa personagens mais críveis.
Elita One, merece um destaque especial, pois nessa franquia as “robôs mulheres” tem raro destaque e as vezes quando se tem acabam sendo um elemento forçado, aqui Elita é um dos melhores personagens desta serie, pois ela faz os questionamentos que “nós” (público) fazemos, eu sei que ela e Optimus passam a maior parte da serie discutindo como um casal de velhos, mas querem saber? Este é o charme da relação deles aqui, pois eles se conhecem a décadas, sabem o que o outro pensa e mesmo com os defeitos, ainda um confia e complementa o outro, mesmo no momento tão baixo em que estão.
Digo e repito quantas vezes for necessário, Impactor, Mirage e Ratchet são a tradução do que é um verdadeiro soldado.
A missão da ponte especial é bem impactante e simbólica, gostaria de mais momentos como esse.
Se vê algum preparo militar, pois há dinâmicas e discussões no campo de batalha nos melhores rumo a se tomar. É isso dá mais realismo e dinâmica nas lutas, mais uma coisa da G1 que é bem vinda de volta.
Tem se duas trocas de lado aqui e as justificativas são bem fortes, nada sai forçado aqui.
Sabe o que torna alguns momentos do texto grande e excelentes aqui? É no quanto os dois lados não estão errados nos seus discursos, vendo-se como um espectador, como alguém de fora, sem spoilar muito, em momentos como a discussão dos lideres na estrada, ou mesmo a “distração” feita pelo Optimus do episódio um, só dá mais tons e mostra o quanto esse conflito afundou os dois lados em um momento quase sem saída, sem esperança e de quase extinção.
Pra quem sonha com o Soundwave sentado num trono? Ao menos tem um consolo com o clone dele Soundblaster!? Aliás a justificativa dos clones é interessante pra compensar a falta de modelos diferenciados da linha mas…eu tenho um problema com isso que vou falar depois…
Foi Mediano
Bumblebee condessa parte dos acertos e erros dessa serie, pois ele sendo o “tradicional mercenário de bom coração que se junta aos mocinhos”, isso aqui é valorizado pelo seus conhecimento das capacidades dos dois lados e sua “malandragem”. Sinceramente “bee” discutindo ordens? É algo bom, e eu espero que ele assuma o lugar de Elita nas próximas partes como a “voz da razão” e discuta muito com o Optimus. Como disse, que ele use o conhecimento dos dois lados e explore bem isso; mas veem meu problema com ele aqui. Tiveram que inventar toda uma trama inútil com os protocolos de Alpha Trion, pra coloca-lo nos Autobots; só uma sugestão seria mais fácil manter ele como um sem facção que com o tempo e vendo a realidade da guerra, decidisse se tornar um Autobot e coloca-se a insígnia no peito, pensem vocês no quanto ia ser grande isso! Mas não! Usam o bom e velho truque do fantasma moribundo pra trazer pra ele pra causa… Isto tá no meio pois o “bee” pode se tornar em um personagem grande de verdade aqui (e não só a literalmente “centelha” de algo grande como foi em Prime, Cyberverse e Robots in Disguise 2015).
Eu gostaria que encontrassem um momento na narrativa e explicassem detalhadamente como era o antes e o depois da guerra por Cybertron, pois por exemplo em Transformers Prime se teve tentativas disso no arco do Unicron, mas lá só jogaram “lascas” que só serviram pra tiranizar o Megatron e “romantizar” o Optimus quase como se fosse um Jesus robô que recebeu literalmente os pecados dos pais (e do mundo de bônus no peito… pelo amor de Deus!). Dessa vez o cenário montado e super favorável pra contar uma história e não ser chato, pois aposto que o povo tá doido pra saber onde a revolução a lá Spartacus do Megatron deu errado e também em como o sonho “parlamentarista” do Optimus e do Ultra Magnus falhou também! Seria ótimo saber das coisas que levaram esses dois lideres a se “afogarem” nesse conflito; as coisas parecem que vão em algum momento contar isso, por isso está no meio é uma grande oportunidade narrativa que parece que não vai ser desperdiçada.
Olha alguns acham decepcionante a participação de Ultra Magnus, mas no fim ele foi alguém que teve a coragem de fazer o ultimo sacrifício em nome da paz; em algumas versões ele foi impactante e em outras patético, aqui ele foi um símbolo de inocência e esperança.
Nessa franquia nunca souberam “transmitir” direito o quanto um “Cybertroniano” aguenta pra poder morrer… É um defeito narrativo bem velho…, só que aceitável de se reclamar…
O filtro de Voz do Soundwave eu achei bom na versão em português, mas em inglês tenho que concordar que não ficou legal, em especial com outros falando junto, o efeito no original só some.
O final da serie dá um bom gancho pro futuro e pela primeira vez em anos, eu tenho esperanças numa serie de Transformers que vai ter continuação! Mas precisavam dar aquele corte de cena da ponte espacial? A cena pós créditos estraga muito o impacto daquela cena da estrada, além do fato que ignora a “situação” dos Decepticons; aqui estou no meio, pois os pontos bons e maus dela se equilibram.
Foi Ruim
As transformações ficaram estranhas; nisso vou por uma observação, já mais que falaram em entrevistas que escanearam os brinquedos pra fazer os modelos na serie, mas ao ver a serie? Parece que só escanearam o modo robô e o modo “disfarçado”. E parece que trabalharam com modelos separados, e não conseguiram “juntar” o “processo” de transformação, levando a muitas vezes só cortarem a animação de transformação, e por isso evitam cenas de transformação. Você nota claramente que cortaram vários quadros de animação. Olha gente, povo não quer ver os vinte e três passos de transformação de um seeker (sim o brinquedo do Starscream na versão Cybertron tem vinte e três passos pra se transformar!). O querem é que saibam simplificar! E o que não aconteceu nessa serie foi acertos nesse quesito.
A fuga de um certo “bot” voador poderia ter sido melhor animada.
Sério que resolveram chamar os Titans de outro nome!? E fazer isso em nome de um mistério, me animaram todos eles como se fossem sombras do Omega Supreme, Oh nossa com uma sombra dessas vendo o Optimus saindo! Quem virá ajudar? (é isso tá nos traliers…então não é spoilers, mas é uma burrice dupla, se cortassem ele do trailer e colocassem “sombras gigantes” sem forma na cena, garanto que o momento quando um certo estraga festas gigante chega seria mais surpreendente e impactante!).
Ainda tem um dialogo bem idiota entre Skywarp e Jetfire que poderia fincar bem os pontos de um soldado na “ilusão” que genocídio resolve algo e de alguém claramente em duvidas de como a guerra tava sendo conduzida, porém como foi na série? No mínimo foi uma das cenas mais burras da série…e que me lembra Prime Wars…, mas vejam o lado bom é uma cena bem ruim, versus várias boas, mas só tó falando por causa dos “antigos” maus hábitos dos roteiristas daqui que adoram jogar a culpa somente no showrunner anterior…né DeSanto….
Só reforçando os protocolos de Alpha Trion foi a coisa mais forçada dessa serie toda! Por barbada!
O vírus do Shockwave é a morte da Moonracer, deveriam ser momentos que deveriam passar a brutalidade da guerra, mas num momento temos um cadáver que deveria causar arrepios e terror, e não é o que acontece na cena, a realidade foi provocar risos; e no outro temos “pop up” de peças, a culpa disso é da direção de cena, mas eles acertaram tantas coisas aqui, que eu nem estaria lembrando disso, salvo os maus hábitos deles do passado então, estou aqui reclamando…
Conclusão
Esta serie tem a seu favor que a montagem dela favorece muito você assistir ou fazer maratona como um “filme de 3 horas”; lembrando que ela são 6 episódios de em média vinte e seis minutos cada um. Então assisti-la vai ser algo bem rápido e fácil; o que vai levar a como você vai vê-la?
Eu peço que leve em consideração como ela foi construída, um bom ponto de começo pra qualquer lugar da franquia! Esqueça tudo que conhece antes se for fã das antigas e pesque as boas e novas referências de toda a mitologia da franquia, se for novo fã é um ponto que saber de nada, ajuda muito mais, pois aqui é uma grande apresentação de toda a mitologia dessa franquia e por isso dou a nota 8. É algo mais adulto, dark, atual e bem “reflexivo”. Seria o tipo de programa que pais e filhos tem que ver juntos pra discutirem os pontos de vista e aprenderem muito juntos. aconselho pra crianças um pouco mais velhas, devido a ela ser indicada pra os dez anos). Pois há muitas discussões aqui que valem a pena e são bem atuais como: O que é um verdadeiro soldado? Até onde se pode ir pra vencer? Até onde se deve seguir com alianças e facções? Que limites seguir ou não? Um bom líder é aquele que se impõem, aquele que delega? Ou um pouco dos dois?
São questões e camadas que fazem esta serie ser maravilhosa e vai muito além do tradicional tiroteio de mocinhos e bandidos, é algo que te dá camadas e temas que valem a pena pensar e discutir, isso em tempos em que incentiva a pensar menos e incentiva as pessoas a agirem como drones? Acho que os tempos atuais são bons pra se discutir com paciência e sabedoria algumas coisas e procurando o conhecimento, números e fatos; podermos fazer o melhor pra nós, nossa família, nossos amigos e nossa comunidade.
Galeria



Earthrise/O Nascer da Terra
Como prometido vou expandir este post! E detalhe feito com um belo atraso… Vou comentar também sobre as outras duas temporadas de War for Cybertron. O lado bom e que vai ter pouca conversa e muito ida direto aos pontos positivos e negativos de cada temporada. O engraçado e que falando do futuro, onde elas já foram lançadas. Eu vou optar aqui, em o Nascer da Terra por dar uma visão mais de quando eu a assisti, falando das impressões e expectativas, e evitando falar das coisas que foram completadas ou não em O Reino . Então vejam os pontos positivos, negativos e os que ficaram no “meio” de O Nascer da Terra.
Foi Bom
Ainda é linda de se ver, e os efeitos de dano aqui dão mais impacto ainda.
Em especial em português os Guilhermes Briggs e Lopes dão um show como Optimus e Megatron. Passam todo o rancor, orgulho, duvidas e desgastes destes dois líderes com toda esta guerra.
Aliás o Guilherme Lopes dá um show a parte em usar as “pausas dramáticas” do Megatron, pra usar o silêncio como recurso pra impor as expressões de duvidas e arrependimentos do Megatron.
Esta temporada é o ponto alto do Megatron.
Boa ideia por “Piratas”; só que em outra parte falo dos meus problemas…
Apesar de ser a mais “parada” das três partes. Tem momentos eletrizantes nos seus 4 arcos (que vou chama-los por conveniência de: Estação, Passado Presente e Futuro se encontram, Terra e o desespero da Guerra).
O arco da Guerra é excelente em mostrar o desespero dos dois lados em não saber se seus líderes vivem ou não, e na luta de cada lado por cada ultimo recurso que resta em Cybertron.
O clima e as lutas na estação são excelentes!
Não vou negar que o fim da temporada traz possibilidades de arrepiar, não vou falar por motivos de spoilers, só que o cenário armado te dá vontade de ver o ultimo arco. Mesmo este ultimo arco tendo uns novos e velhos problemas….
Foi Mediano
Por ser uma serie bem curta. Não vou reclamar de não darem o espaço pra desenvolverem o Bee como um líder. Além disto os poucos momentos em que ele teve foram bem eficientes no retratar em esqueçam lados, vamos sobreviver juntos e depois se quiserem nos brigamos. Por um lado só temos duas cenas o desenvolvendo como líder (uma logo no episódio um e outra no ultimo), já por outro lado… ele tem a insígnia de autobot vindo do nada; é literalmente vinda uma transição de cena; e isso meio perde o impacto do civil que decidiu por um lado na guerra, mesmo sabendo o tão ruim é a guerra.
Tacar um certo ser de chifres aqui (não leiam o link se não “pescaram” quem é), foi tanto no momento quanto no durar da serie a coisa mais idiota a se fazer. Olha não temos como trazer este viciado em termas? O que fazemos? Olha temos não este chifrudo que é quase um deus!? Então vamos dar poderes temporais pra um “lacaio” dele e ver no que dá!? Só tenho que confessar que a atuação com os dois em tela, o como o cara convence o Megatron via suas falhas de “personalidade” e dá conhecimento do futuro o suficiente pra que ele roube uma coisa. São coisas que dão uma boa mexida no plot e abriram mais possibilidades. Então ficamos num 1 a 1 aqui.
As cenas de ação aqui estão boas. Mas tem um item que vou falar mais tarde e meio que é problema aqui. Usar as transformações a seu favor por um lado as cenas são boas mas eles dão um jeito de esconder as transformações ao usar poeira pra esconder é meio que compensa um pouco.
Foi Ruim
Meu “esquematizador” favorito e de muitos… Foi uma falha total aqui! De início nesta temporada deu um certo animo em ver um soldado que não lutou muito na guerra, foi promovido e tá ansioso pelo “genocídio” do outro lado. O tempo todo toma reprimendas e tudo mais, e isso nos deixa na esperança em ver pra onde ele “explode”. Só que uma certa visita… faz ele fazer nada nesta temporada… E só lhe adianto que… a coisa só piora daqui em diante…
Mudança de modo? Como se faz isto? Se na primeira temporada se tinha poucas transformações? Numa franquia em que o nome é baseado nisso! Aqui se tem menos ainda. A solução pra acertar isto nesse show foi…esconda! Esconda o máximo que puder!
Ok uma nova facção com piratas, Oh uns certos caras com multi faces e personalidades apareceram! Porém no fim do dia eles só foram mais um problema numa situação já bem cheia de dramas e só serviram pra alongar o arco.
Conclusão
Eu tenho que ser honesto quanto ao que o horizonte apontava neste trecho. Tivemos de tudo um pouco na temporada. E sinto que certas coisas foram bons acertos no meio de vários erros. O começo com a estação abandonada, o clima de “terror”, dois lados meio obrigados pela situação a se ajudar foram ótimos acertos! Já a terra arrasada, a briga por “migalhas” e um terceiro lado que foi completamente inútil nessa mistura, só foram acréscimos fracos ou fora de hora. Ser no meio de uma trilogia, dá pra ele ser exatamente como foi. O meio do caminho da jornada em que se coloca novos elementos, se apresenta estes novos elementos pra levar ao destino final, que nos dirá se foram úteis ou não. Só vendo ele? Dá pra uma boa nota 7! Ele cumpre sua missão, mais eu podia viver sem os piratas, a estação já era um bom tema pra o que a série queria mostrar aqui. Que independente da guerra, pessoas podem colaborar numa situação de perigo mutua. Já a parte de volta a Cybertron? Podia ser a introdução da parte 3, aqui fica meio solta na trama.
Galeria



Kingdom/O Reino
Aqui temos a parte final desta trilogia, e de longe a mais divisora em opiniões. Temos o time dos que gostaram, do outro lado temos o time dos que odiaram a adição de uma certos “bichanos”. E num outro lado, só tem eu??? Que fico dividido entre o que eu amei e as coisas que me deram raiva. O que me dá um gosto misto ! Por este trabalho ser muito melhor que os anteriores; sendo que ainda fico com a sensação que falta algo ainda. Então vamos ver o que foi bom, o que foi “meh” e o que foi ruim neste terceiro e ultimo capítulo.
Foi Bom
Se teve uma trama que se pagou a serie inteira? Foi sobre a guerra em Cybertron e o estado a que ela levou o planeta a ficar. O pesar pelos que se foram, a descoberta do estado do planeta, as questões de se foi certo remover o Allspark? Tudo vai se acertando aos poucos e com o tempo. De certo modo a cena final é a coroação do arco e também do Bee. Estas duas coisas correram as maravilhas. Já outras… nem tanto.
A transformação em modo bestas do pessoal de Beast Wars é fantástica, a melhor cena de transformação da serie! Pena que só usam duas vezes, depois voltamos ao velho modo de esconder com efeitos de partícula as transformações no meio da ação.
Um certo “titã” surpresa foi bem usado numa cena do episódio 5. Foi uma cena das mais simbólica e cheia de esperança.
A interação entre Autobots e Maximals foram ótimas, e confesso que algumas dos Predacons e Decepticons também foram boas.
O ultimo episódio tem um “confronto dos sonhos” que realiza o sonho de muitos fãs. Só que eu tenho meus poréns a quanto foi montado e uma certa ajuda… Muito pra mim vem que ele meio imita uma certa icônica de gundam… mas a cena tem a intenção e mensagens corretas, então meio que perdoo; porém tenho o sentimento de que não precisava daquela cena de todos vamos nos ajudar.
Da terra, ao “templo do allspark”, a cybertron. Todos os cenários são muito belos.
A luta final e o Bee avançando no templo “final” são duas cenas memoráveis.
Foi Mediano
Olha a morte de um certo velociraptor seria muito melhor se não fosse copia carbono de um certo episódio de Beast Wars. Então o que faz o episódio Code of Hero ser um dos melhores da franquia, e o daqui ser umas imitação barata? E que Code of Hero é surpreendente. Além de vários fatores menores como: a situação proposta, momento na serie, “não telegrafar o momento” e impacto no resto do elenco. Eu sei a intenção deles aqui. Eu sei o que tentaram aqui. Mas muito se perde em como colocaram isto e o momento em se fazer. Eu gosto da homenagem a um episódio lendário da franquia; mas eu sei que foi muito mal feita. Se quiserem ver alguém dissecar esta cena? Tem o Comodin Cam (em inglês).
Foi Ruim
Megatron você aqui é uma dupla decepção! O Megatron de Beast Wars é um fã boy idiota (pra mim é o melhor resumo possível). O que me faz lembrar! O que tornava o Megatron da serie Beast Wars em um personagem próprio e icônico? Era em como ele usava os discursos do Megatron original, além do disco dourado em só “justificativas” pra ajudar a alimentar a loucura e ambição dele. Isso não era admiração, e sim muito mais “inspiração”. E se em busca de poder? Ele pudesse passar a perna no Megatron original!? Ele o trairia e ainda mandaria um discurso avassalador, enquanto escova os dentes do seu braço. Só lembrando quando um certo cara podia trazer do AllSpark qualquer um de volta! Quem ele não trouxe? O Megatron original… Então só posso dizer que o Megatron de Beast Wars é um pouco mais profundo, louco, tem um certo complexo e é bem mais ambicioso que esta cópia “Paraguaia”; ele só é decepcionante… o que me leva ao outro Megatron.
O começo de Megatron nesta serie é ótimo, o meio da animação trouxe ótimas oportunidades, pra no fim termos uma redenção meia boca, ultra mal feita e pra lá de repentina. Sabem do pior? Tiveram mais de uma oportunidade de implementar o fim que queriam, e de forma convincente e boa. Mas não! Temos que embromar, e fazer uma luta pra realizar sonho de fã boy é… estragar boa parte do fim da serie com isto… Tudo isto em nome de uma continuação que nunca veio.
Starscream, esta de longe é a segunda pior versão dele (só a do Bay verse é pior). Aqui ele começa como um jovem empolgado pelas chances da guerra, pra ao encarrar as consequências do futuro??? Se tornar em um covarde que diz que tudo vai dar errado, quase não ajuda ninguém e só fica “latindo” acontecimentos clássicos da G1… que decepção.
Falando em decepções? Dinobot é outra. Ele trai os dois lados do nada, “late” sobre honra, faz a imitação de um episódio clássico pra… termos uma cena boa nesta temporada??? (é noticia tem cenas mais “fodas” na temporada e estão no ultimo episódio). E virar indicador de radar a lá o Jor-El numa cena? Mais uma decepção.
Olha montaram tudo pra termos uma briga final épica, os dois lados colocarem as diferenças de lado e se unirem e tudo mais. E se a coisa terminasse na decolagem da Arc da Terra!? Eu reclamaria muito menos dos problemas. Mas temos toda uma gordura com um certo idiota e um certo maníaco por termas. Que OK! Deu uma luta ótima, mas duas coisas temos que admitir são. Foi péssima a razão deles estarem ali e foi péssima a resolução pra eles darem o fora dali.
Conclusão Final
O que eu posso dizer? Eu tive que manter a conclusão anterior pois esta serie viveu muito do hype e em parte os problemas dela morrem também no hype. A primeira temporada é incrível é cheia de possibilidades. O 8 que dei antes se justifica bem. Na segunda temporada temos novas tramas e pontos do plot que lhe surpreendem, mas se sente um pouco as limitações de orçamento. As coisas ainda vão bem, e lembrando eu dei a segunda parte uma nota 7. As tramas novas por lá rendem e as tramas antigas ainda tem um bom rendimento. O que me leva a ultima temporada, o reino. E ela me dá sentimentos mistos, aqui por um lado o fim é belo e bem significativo. Que traz esperança num cenário arrasado. Por outro se ver como eles chegam neste fim? E as coisas que fazem antes deste fim? São copias pálidas de coisas de antes ou são puro fã service mal montado. Uma coisa posso dizer. A equipe de escritores melhorou do dia pra noite. Mas ainda se sente problemas sérios durante toda a serie em diálogos e em como encaixar as diferentes tramas e finaliza-las (parece até que tem um cara bom na escrita aqui e outros dois ou três bem ruins o puxando pra baixo) e pra O reino uma nota 5,5 seria uma boa nota! Então pela matemática seria: 8+7+5,5 = 20,5/3 = 6,833… Arredondando, 7 seria uma boa nota pra toda a trilogia, é e bem justa. Ela tem uma boa trama, boas atuações, bons temas e um final bem interessante. Só que pra chegar nisto temos tramas mal acabadas, um fim (meio) em aberto e algumas coisas pequenas que incomodam. Se eu recomendaria? Devo advertir que sou viciado em transformers. Não seria a minha primeira indicação! Porém seria uma das que indicaria. A serie pra mim nos pontos em que ela acerta ela acerta bem. Os erros estão lá, mas não destroçam a serie como uma certa trilogia o faz. Aliás qualquer dia a pego de “judas” e quem sabe comento uma outra trilogia aqui.
Disponível na Netflix com opção de 4K e com ultra HDR, com legendadas e dublagem em português.



Links Uteis
Transformers War For Cybertron Trilogy no IMDB em inglês
Transformers War For Cybertron no Wikipédia
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