Gundam age 100 years of war
Análises

Gundam Age e Gundam Age: Memory of Eden

Publicado no Makai Knights em 30/09/12

Gundam Age e Gundam Age: Memory of Eden estarão numa análise dupla devido à natureza única da série de TV e também do filme de “resumo”; ambos me levaram a dar uma boa modificada neste review, o que me levou a uma verdadeira reconstrução uma reconstrução (ainda é uma analise arco a arco, e também revisa o filme em separado por causa da natureza única dele, mas vou deixar em cada os pontos negativos e positivos, adicionar algumas coisas, e vou fazer uma conclusão unida, porém um pouco diferente, bem longa. No entanto devo deixar algumas recomendações de como ver).

 

Gundam Age foi uma série que nasceu de um modo bem diferente das outras. Ela foi uma ideia original pra um game levada pela Level-5 à Sunrise (famosa por ter criado Inazuma Eleven; o game é a série de TV já foram conhecidos no Brasil como Os Super Onze; Inazuma Eleven teve lançamentos no Ocidente pra DS, 3DS, PS5, Xbox Series e Switch. Já o anime chegou a passar na RedeTV e atualmente passa na Pluto TV). A ideia inicial era criar um RPG pra portáteis usando um universo totalmente novo que envolvia uma guerra por múltiplas gerações e durante 100 anos.

A resposta da Sunrise? A proposta era boa demais pra ser usada somente em um game. Eles resolveram entrar no projeto e investirem profundamente na trama. Assim “um conto” que era só um game se passando durante 100 anos de guerra. Se torna também numa serie animada. Mesmo a trama (e o game) tendo um foco infantil. A Sunrise e a Bandai Namco apostaram no potencial da história de atravessar gerações. O game saiu próximo ao lançamento do 4º arco, e foi lançado em duas com duas versões; que não podiam partilhar as maquinas entre elas, no entanto ambas contavam com a mesma trama, missões e “moldes de variação” do Gundam Age. Só que cada versão tinha Gundam de outras eras exclusivos delas. A versão Universe Accel tinha Mobile Suits de: Zeta, ZZ, Char´s Counter Attack e Gundam Unicorn. Na versão Cosmic Drive tinha Gundams de: Seed, Seed Destiny e 00.

O que acho que justifica esta separação pra esta critica são dois fatores, um deles seria como a série foi lançada em home vídeo (foi lançada em dois volumes; contendo no volume 1 os episódios de 1 à 28, neles tendo os arcos do Flit e do Asemu. Já o volume 2 contém os episódios de 29 ao 49, onde se passa os arcos do Kio e fim da guerra de 100 anos. Aliás notem que normalmente uma série em home vídeo é dividida no meio, só que que em Age, é divida exatamente nos fins de arco pra facilitar a decisão do consumidor. O que se torna uma sábia decisão). Outro fator é que mesmo tendo um único diretor Susumo Yamaguchi, ele fez cada arco de maneira única e bem diferente. Ficando como se a série tivesse três pontos de partida totalmente diferentes, e essas três histórias se juntam num grande final; por isso acho bem justo avaliar dessa maneira (além disso na época que fiz esse review, eu coloquei em votação e só duas pessoas votaram e na mesma opção…ou seja fazer em arcos, então? Hei! Viva a democracia! E mais trabalho para mim!!!).

A ordem de leitura acredito que está boa. É só procurar pelos títulos dos arcos e do filme pra lhe facilitar a leitura como a busca. Os arcos estão em ordem cronológica com o filme logo após eles! Então é só procurar pelo nome, e também pelo que mais interessa! 

Arco do Flit

Foi Bom

  • Bom o primeiro arco foi basicamente uma versão infantil do Gundam 0079 (a série original de Gundam), porém não ao pé da letra. Tem muito por lembrar do clima de o lado do “herói” lutar com as piores máquinas, até que o Gundam marca a “mudança da maré”. E ainda tem outras coisas que reforçam isso com o capitão da nave forte e conselheiro do protagonista, a heroína que morre para salvar o herói (lembrando em parte pois no 0079 lá foi um acidente, já em Age a heroína se sacrifica pra salvar o “herói”). E até a batalha final acaba lembrando um pouco a batalha final do Gundam original, por um lado isso foi uma bonita homenagem, por outro fez bater uma sensação que to vendo a mesma coisa de novo!? (além do fato do Age-1 ser mais uma releitura do RX 78-2).
  • A abertura com a banda Galileu Galilei passa muito bem o clima dessa fase é fabulosa!
  • Nos designs de mechas fica o destaque positivo fica para versão ninja do Age-1 (Age-1 Spallow), que foi uma boa união entre o estilo antigo de design, com o estilo “moderno” de mecha magro e esguio de Gundam.
  • Nos personagens se destacaram bem Woolf. Ele resulta num bom amigo, mentor e rival do Flit. Além do capitão Grodek; que entra na antologia dos grandes capitães da franquia, apesar de toda a grande pressa do arco. Ele foi o personagem melhor desenvolvido do arco, diria até mais que o protagonista Flit). É um capitão bem diferente, que se destacou em sua busca por vingança, apesar de ter tido um fim triste (mas realista pelas suas atitudes), e destacaria até a Yurin (que apesar do desenvolvimento corrido acabou sendo no fim das contas um dos motores emocionais do Flit por toda a série).
  • A ideia do Age-Builder é muito boa! Além de ser uma maneira fácil de fazer surgir novas armas, sistemas e de facilitar o surgimento de novas partes para deixar o Gundam mais versátil, além de ser uma explicação bem fácil para os avanços tecnológicos.

Foi Mediano

  • Algumas coisas foram difíceis de engolir no roteiro, como o Flit sendo criador e desenhista do Age-1 e do Age-builder. Tendo somente a ideia original de sua mãe e a ajuda do Vargas. No entanto é uma série voltada para as “crianças”. Então? OK! Releva-se.
  • Desil? Meu deus já vimos muito psicopata em anime, ele é o típico vilão psicopata e com o comportamento infantil justificado pela idade, mas ver este comportamento vindo de uma criança pequena!? Foi mesmo assustador! Vamos quebrar o galho quanto à “esta” criança ter uns cinco anos e estar pilotando um mecha, assim como o seu comportamento.
  • Flit é um personagem que começa insuportável; muito por causa de quantas vezes vimos na franquia o garoto cuja família foi destruída pela guerra? Ou que tem problemas na família, e por um acidente do destino acaba ficando responsável por um Gundam? (Isso as vezes parece ser um pré-requisito para ser piloto de Gundam na franquia… Mas com o tempo ele compensa pelo seu amadurecimento à medida que o arco avança. Ele “matura” conforme os fatos que enfrenta, além de mesmo “perdendo a infância” ele fica mais aturável e menos convencido com o tempo.
  • Quanto a legenda poucos grupos brasileiros se interessaram, mas o PA fez numa ótima qualidade de legenda (mas se encontra para hoje em 30/09/12 como um projeto parado no episódio 18, como o arco do Flit foi 15 episódios dá para ver ele todo com uma boa legenda), o fansub Punch legendou a série em sua totalidade, mas com sua qualidade costumeira (traduzindo dá apara assistir e não se tem grandes erros, mas você sabe nê speed sub, deixa umas coisas escaparem…).
  • A transmissão do episódio da semana pelo Youtube, foi uma boa maneira de testar o mercado, mas com um porém infeliz liberado somente na Ásia e Oceania (para mim perderam uma chance de testar o mercado ocidental), o resto do ocidente tinha bloqueio de IP, e não se pode ver a playlist.
  • Hoje em dia se tem opção várias opções de se adquirir a série é o filme em home vídeo, no entanto por stream no ocidente!? Não se tem opções e nem alternativas legais de se ver a série online.

Foi Ruim

  • Tivemos o Spallow como um bom exemplo. O mal exemplo mora no Age-1 Titus. O problema é que tentaram unir o visual de super robot antigo com um design moderno! O resultado? É algo que fica bonito para um kit de Gunpla infantil! Mas feio pra caramba em tela.
  • Os personagens secundários foram muito mal desenvolvidos, mas um deles merece um destaque especial neste quesito! É a Emily (pela divulgação já tínhamos pistas que ela seria a futura senhora Flit Asuno), o que fizeram de desenvolvimento de personagem??? Só choro de angustia pelo Flit; só uma “nota” postiva, e que no jogo tentaram compensar a falta de presença e química entre eles com um capítulo extra no jogo; diga-se de passagem capitulo de passagem de arco não incluso no anime; o que piora ainda mais a situação da “matriarca” dos Asuno.
  • Que o arco seria curto já se imaginava. (afinal três gerações! Dentro de quarenta e nove episódios!) O grande problema aqui foi como o roteiro se desenvolveu, nós tivemos um inicio muito devagar, tá bom que tinha que nos introduzir a este mundo, porém o real problema foi quando o arco precisava ser dinâmico? E só não foi! (tudo anda praticamente como um passeio colônia a colônia, e mostrando os problemas de cada “lugar”). Quando chegou na grande invasão! A trama só “acaba do nada!” (justo no ponto em que tudo fica muito interessante numa virada mostrando sobre a real “origens” dos Vagans, junto da corrupção da federação que tu mal precisa lembrar pois quase nunca o tema é abordado!).
  • A visão de uma criança sobre o começo de um conflito, ainda mais em especial de uma criança que teve sua “inocência” roubada, e se foca em ser um “vingador”. Até aí, tirando o fator “associação de pais irão ficar revoltadas”? Era uma boa ideia! É como ela anda até é bem agradável Aí vem a Yurin e faz o Flit se apaixonar. (e até funciona o romance maravilhosamente em tela). Só que…no fim ao invés de mesmo com a tragédia que ocorre, isso servir pra como vou dizer mostrar que as coisas não são tão preto no branco. Serviu como jogar jogar um galão de gasolina pra apagar uma fogueira! Sério o quanto por quase toda à série isso serviu pra aumentar o ódio do Flit! E deixou tudo muito artificial pelo fator: Eu amei uma Vagan; mas todos os Vagans devem morrer!? Pelas coisas que eles fazem! E por me tomarem a Yurin???

Trailer

Arco do Asemu

Foi Bom

  • É tão bom quando temos um protagonista “original”! E Asemu é um personagem bem diferente dos demais personagens principais da franquia, pra começo de conversa não vem de uma família destruída; os pais estão vivos, tem uma família estruturada e até uma irmã; ele não tem “poderes mágicos” que o destaquem do resto dos pilotos (nada de ser X-round, que é a referência newtype da vez). Ele é só um garoto normal que entra no exército querendo proteger a todos e ainda lidando com o “fardo” de ser lembrado da lenda que seu pai se tornou. Através dos acontecimentos do arco ele vai amadurecendo tanto como pessoa como quanto piloto.
  • A trilha sonora dessa fase é a melhor de Age disparada! Tanto a abertura quanto o encerramento com SpyAir são fabulosos (encerramento tão bom que vira a canção final do primeiro filme de Memory of Eden).
  • É o ponto da série que pode agradar bem adolescentes e adultos, muito em como conduzem o arco. Temos um jovem encontrando o seu caminho na vida, tentando sair da sombra do seu pai. Pode ser um ponto que muitas pessoas podem se identificar, e como é conduzido isso pra encontrar a “reposta” do Asemu o seu caminho próprio, é excelente.
  • Zeheart é um ótimo rival (a referência ao Char da vez; Quer uma lista do porque isso!? “Adorar” mechas vermelhos? Checado! Usar mascara? Checado! Que aliás ainda  tem uma justificativa boa no roteiro). Ele começou como um espião, que começa a ter duvidas da missão por viver no meio do inimigo (e das amizades que fez na missão em especial com o Asemu), e virou um comandante que se importava com seu povo e seus subordinados. E que em alguns momentos não seguia as ordens ao pé da letra; é isso o tornou num destaque dessa série bem fácil.
  • Woolf mais uma vez se destacou como mentor dos pilotos mais jovens. Em especial do Asemu, dando grandes lições de vida e de pilotagem.
  • As melhores é as mais empolgantes sequências de ação estão neste arco!!!
  • O Asemu “super piloto” foi uma sacada inteligente (pois a solução fácil de um roteirista na maior parte da franquia é dar um “poder” ao protagonista para explicar à superioridade de suas habilidades de pilotagem frente aos demais. Mas neste arco o piloto se destaca dos outros pela mais pura e simples raça e habilidades de pilotar).
  • Começam a acontecer com mais frequência os combates em larga escala, é o uso de estratégias militares fica bem visível em combate. O que se torna num bom ponto positivo.
  • O roteiro finalmente começa a ficar ágil e bem encaixado (mesmo o pequeno arco escolar que alguns não gostam, pra mim até serviu pra mostrar a “vida comum” de Asemu, Rosemary e Zeheart; aliás vale a curiosidade que no jogo esta parte escolar é bem mais longa). E ainda por cima a trama tem algumas boas sacadas! (como por exemplo, que jovem não ficaria feliz ao receber as chaves do carro do pai? Só nesse caso avançaram e levaram o conceito ao Gundam, é torna bem aceitável o “começo” da jornada).
  • O mecha design aqui é muito bom (aqui temos o moderno por cima do tradicional, com o Age-2 normal é o Age-2 Double Bullet).
  • Os visuais do Vagans aqui ficaram mais e mais animalescos, e isso os torna em mechas mais únicos no universo de toda a franquia. A maioria ainda bem bonita de se ver em tela.
  • Flit cresceu e virou um comandante bad ass em sua cruzada contra os Vagans (o nome “real” dos U.E que mesmo com a surpresa revelada, a série ainda consegue conduzir de uma maneira única e diferente o conflito).

Foi Mediano 

  • Mais uma vez o elenco de apoio pouco se destaca, só tem alguns pequenos brilhos como Arisa (que de inicio parecia que seria uma rival pra Rosemary, mas isso é um elemento que se perdeu no desenvolvimento corrido do arco), além da Remi e Obright (que a trama mais serviu por mostrar o dia a dia da nave), mesmo a capitã Miliais; que tem pouco brilho em tela; por ficar a maior parte do tempo sob comando do Flit.
  • Desil cresceu e virou um psicótico que não distingue amigos de inimigos! (depois da humilhação sofrida no arco anterior). Daí com isso sobrou o que desenvolver ele!? (sério a única coisa que ficou no ar era a relação de irmão dele e do Zeheart; mas do jeito que ficou!? Acho que não ajudaria em nada aprofundar esse tema como uma o filme irá provar).

Foi Ruim

  • Tentaram mostrar como se comporta uma unidade de elite com os Magicians 8. Mas pela pressa da pressa da produção!? Acabaram só servindo de alvo de “elite” para o pessoal da Diva e de bucha de canhão para o Desil e Zeheart. 
  • O maior problema da série Age em geral, é o tratamento as mulheres! Aqui Rosemary foi muito mal desenvolvida (e olha que ela não foi a pior delas! Mas é a que de longe tinha mais potencial!). Temos algo que começava como um inocente triângulo amoroso, e vira!? Um imenso nada! Pois basicamente ela mal aparecia, e quando aparecia era só para suspirar sobre a situação hora sobre o ponto do Asemu e hora sobre o ponto do Zeheart (momento de desabafo! Em Age basicamente mulher só serviu para duas coisas: para fins de reprodução ou para morrer sendo bucha de canhão… E isto é um mal que muitas das séries da franquia após Turn A tem; foi assim mais ou menos na franquia Seed o mais próximo de salvação lá são Luna Maria e Lacus; pra vocês verem o ponto…), em 00 foi mal mas ao menos não forçaram um romance onde não dava (eu vi isso com Setsuna e Maria Ismail, e graças à deus não forçaram isso!). Já aqui em Age? Foi um absurdo e isso piora comparando em vários sentidos comparados com a U.C onde Tomino mostrou a força das mulheres numa época em que isso era ir contra a maré, coisa que hoje em dia é algo que cresce mais e mais em outras séries, e só me leva a uma pergunta, gostaria de saber quando à Bandai acorda!? Desculpa Bandai mas tá chegando a hora de terem uma série Gundam com uma protagonista mulher (mas nada de “fingir” como em Twilight Axis), ou ter novamente dois protagonistas (como foi em Seed; só que sendo um homem e uma mulher para fazer algo diferente? Quem sabe começar a pensar fora da caixa).

Trailer

Arco do Kio e Arco do Fim da guerra de 100 anos.

Foi Bom

  • Para mim o roteiro deste arco se divide em dois atos, o primeiro ato seria do episódio 29 até o regaste do Kio em Second Moon; que depois nos levaria ao arco do fim da guerra de 100 anos; compreendido o ponto envolvido. O arco do Kio é um arco leve com um avó que prepara seu neto desde de bem pequeno para enfrentar a guerra (usando videogames!!!), dá a ele a arma mais poderosa para que possa lutar nessa guerra (lembrando muito nisso o tom de séries de super robot antigos). É outro arco visando novamente um público mais infantil pelo tom “leve”, mas indo com um toque tentando agradar aos adultos.
  • Temos o melhor da união dos designs antigos e novos (todas as três formas do Age 3 são bonitas, além de bem “funcionais”; apesar do orbital não ter mostrado a que veio na série animada, aliás nem parecia uma forma de alta mobilidade como no jogo, em que você sente isso. No fim nem serviu pra vender Gunplas e foi surrado duas vezes), sem contar no ré design de alguns mechas “antigos” (com destaque para o AGE-2 Dark Hound é o AGE-1 Glansa), os três Gundam ficam bem criativos e diferentes em seus visuais; além de que no game tem ainda mais formas!!! (algumas inclusive são até aproveitadas no filme).

Muitos “rostos” de 4 gundam

  • Ainda no design temos no segundo ato o bom Gundam Legilis, que “uniu” a salada visual toda (visual dos Gundam unido aos designs dos Vagans, é isso nos deu numa máquina única, diferente de qualquer mecha Gundam e me veem uma coisa na minha cabeça? Porque não é comum o inimigo fazer uma engenharia reversa de um Gundam? Em outras séries da franquia!? O resultado em tela é lindo!).
  • O modo realista de mostrar a “vida” em uma nave por 70 anos (foi mais ou menos como um navio real, foi bem “realista” ao retratar a vida das pessoas nessa nave pelos arcos e acaba sendo algo natural, tendo quase como a nave fosse um personagem, quase como a Enterprise é em Jornada nas Estrelas costuma fazer).
  • Temos o “grande senhor do óbvio” Sedric Abis (como nossa “poke agenda” de estratégias, pois foi geralmente ele que entendia a estratégia do inimigo, “nos” transmitia e ainda se aproveitava dela como foi no caso da Luna base ), mas apesar desse elemento? Ele acabou servindo como um bom “substituto” do Woolf. Pois ele aconselhava os pilotos, além de os guiar no campo de batalha, além de várias vezes jogar na cara do Kio a hipocrisia dele no campo de batalha (queria alguém além do Athrun em Seed tivesse feito o mesmo com o Kira).
  • Temos finalmente uma mulher com um pouco de força nesse arco, Fram já entra testando o seu superior e em tom de desafio! Por sí só já é um grande feito nessa série! E como conduziram a relação dela com o Zeheart foi algo bem profundo (só o que atrapalha a série é em não mostrar o quanto a evolução do amor dos dois ressoa no “chefe dela”).
  • Mostraram pela primeira vez o outro lado da guerra, quando mostram a vida dos Vagans, numa  tentativa de humanizá-los (coisa que só tínhamos o Zeheart antes e foi bem eficiente na sua função).
  • Flit apesar do pouco tempo em tela rouba o show, e tem o ápice do seu desenvolvimento neste arco.
  • A volta de Asemu como um pirata espacial, foi bem legal (em uma nave própria ele fez o que pode para ajudar na guerra, mas como vimos na série, os Bisidians não eram grandes coisas. Os piratas tentaram o que puderam; sabotando os dois lados; pra modificar os rumos da guerra).
  • A surpresa do destino do Zeheart (tudo parecia par ele se encaminhar para uma redenção, no fim acabou sendo algo inesperado e até realista).

Foi Ruim

  • Temos neste arco um Zeheart robótico que só segue ordens (coisa que ele não foi no arco anterior). Aliás este personagem foi muito mal desenvolvido no ultimo ato; de soldado que pensava no bem de seus subordinados e de seu povo, pra virar um enlouquecido pelo poder e grandiosidade do dever por causa de um único fato (praticamente por causa de alguém que no anime não souberam transmitir o valor que tinha pra ele).
  • Para quem odeia spoilers, bem a própria série tratou de dar “todos” os spoilers logo na abertura (OK! Na abertura 2 os spoilers eram subjetivos, mas na terceira? Foi uma explosão de spoilers óbvios)
  • O pior desenvolvimento de casal na história da franquia Gundam! Kio e Wendy não tem química, mal se falam e até uma “garota random” destinada a morrer em dois episódios tem mais carisma que ela! (além de que a mesma cria a determinação no Kio de Vagans e terraquios são os mesmos e devem viver juntos!). Wendy só serviu pra ser babá de três crianças, dizer que o protagonista “tinha alguém esperando”. E no fim me pergunto? Pra que ela na série!?).
  • O plano de Ezecalt (o grande líder dos Vagans), foi a coisa mais sem originalidade da franquia! Trazer a paz através da seleção genética, garantindo este plano via outros planos mirabolantes que “revelariam os mais fortes”! É garantindo a “vitória” com um “canhão da morte”!!! (quantas vezes já vimos isso após Turn A? Há sim foram quatro “canhões da morte” em cinco séries).
  • Natora Einus que podia até ser algo novo! O crescimento de uma capitã sem merecimento, que para o bem ou para o mal abriria o seu caminho nos rankings. No fim só serviu de marionete do Flit; sério abusaram demais do recurso da experiência do Flit, além de não souberem dar a diferença pratica entre ele comandar a nave ou a Natora em momento algum! Pois tudo ela deixava nas mãos do Flit ou o consultava. Parabéns pra capitã com o sobrenome mais hilário da franquia. Você é uma piada até no nome!
  • Gerald Sprigan foi mais um “item” no fator personagens mal desenvolvidos por causa do roteiro corrido (quando tiveram a chance de mostrar como era a “vida de um traidor”, acabou nem dando diferença na trama).
  • O ato final foi o momento em que as coisas degringolaram de vez na série! Talvez more no grande problema da série surgindo no pior momento possível. Que foi ter sido pensada primeiro como um videogame (no videogame você não sente tão corrido, por causa que a história até interessa, e vem em conteúdos rápidos, além de lhe ajudar dando uma pausa na ação). No entanto implementar isso na série? Não era fácil! No fim das contas foi algo que no “arco” do Fim dos 100 anos de guerra cobrou muito caro o seu preço! Tem tantos desastres aqui! Por onde começaria? Pela mudança do Kio pra ser um pacifista como o Kira, coisa em que até o roteiro não o ajuda!? (Não tem como um piloto sair vivo da luta final da série! Mas nesta série o Kio pode muito bem torar um mecha no meio e remover o piloto ao mesmo tempo!!! O pacifismo dele até engulo, mas como facilitam pra ele manter essa moral??? É algo mais absurdo do que fizeram com o Kira Yamato. Eu não acredito que vou dizer isso! Mas até o “Jesus Yamato” é menos absurdo que Kio Asuno!). Passando pela parte em que Fran que vira a ajudante de vilão genérica; cuja existência é morrer, é o “vilão” principal “enlouquece” do nada!? (no filme isso melhora como da noite pro dia! Mas aqui? A mudança é muito repentina em vários fatores). Já o EXA-DB? Meu deus! Depois de tão citado na série ele surge do nada! no fim se luta por “nada”! E muda o campo de batalha por “nada”, tudo isso pra virar um dos piores e mais idiotas “chefe final” de uma série Gundam. Por onde começo a idiotice disso??? Se não quiserem spoilers pulem pro filme! OK!? Vamos lá! Inicia pelo fato que Asemu explode a base do banco de dados pra não dar a chance de nenhum dos lados acessar o banco. O que pra situação? Era uma decisão sabia! Mas a série desfaz isso, dizendo que o EXA-DB era o “guardião” do lugar. Que depois surge do nada, se funde com uma unidade Vagan, e sai destruindo tudo!!! Daí vem o Kio, o corta no meio e consegue com o Age Builder salvar os Vagans com o que exatamente filho? Só relembrando o EXA-DB foi explodido (relembrando o asteroide onde ficava os dados foi detonado! E depois cortado! E explodido de novo! Como o mecha guardião). Ou vai me dizer que voltaram naquele asteroide e deram um “jeito” de conseguirem a database!? Daí vem a pergunta mais “simples” de todas? Como os Vagans que estavam lá! Não conseguiram eles mesmos!? Se era algo resgatável!? É pra mim a pior de todas, “creme de la creme” de tudo! Como do nada, só de ver o EXA-DB bagunçando o campo de batalha. Me leva o Kio fazer um discurso que faz a passagem do Flit de um vingador pra um salvador! Os elementos estão lá pra serem usados como: Yurin, o que o neto dele viveu em Marte é a amizade de Asemu e Zeheart. E como tudo terminou em tragédia! Só que eles preferem fazer isso de maneira repentina e complementada numa narrativa ruim! Pra não ficar feio pras crianças me inventam um fim pra lá de forçado!? Não tenho nada contra a resolução! No entanto em como ela foi maturada!? Foi algo vindo do nada e do nada e jogada goela abaixo dos espectadores. Um fim horrendo, absurdo e sem sentido! O jogo alonga o discurso do Kio; porém não resolve o problema de: não aperte o gatilho por causa que fará um genocídio. (o que por várias vezes o Flit esteve super afim!). E não pela motivação que caberia muito bem aqui. Flit iniciou esta jornada querendo salvar todos! (e “indiretamente” reaqueceu a guerra). Vagans são humanos, e foram até gente que ele amou, pessoas que sua família também amou! Pelas pessoas perdidas, salve os que restaram!

Trailers

Gundam Age: Memory of Eden (filme)

Foi Bom

  • Animação é excelente! Temos várias cenas novas, inclusive sequências longas e que só podem ser vistas neste filme (mais sequências escolares na fase do Asemu e a luta final sendo inteiramente sendo refeita).
  • Aqui eles resolvem modificar o andamento da história, além de vários outros elementos. O que torna este filme resumo, em algo bem diferente dos outros. Acaba sendo uma boa tentativa em dar “novos rumos”.
  • A série de TV conta 100 anos de história na visão de “uma só pessoa”! Tudo no fundo era um conto do Flit ir de vingador à salvador! Aqui neste filme pegam a história do segundo arco. E nos guia através da visão de dois amigos que lutam em lados opostos. E tem suas “realidades de vida” testadas pelo conflito! O primeiro filme foca no Asemu e faz isso muito bem isto! O segundo foca no Zeherat e tem seus problemas.
  • Nesta primeira parte temos perfeitamente o “novo panorama” instalado com as dores do Asemu em se tornar mais independente. E não seguir ao pé da letra o que seu pai lhe guiou, também temos o seu sofrimento pra ser um piloto é uma pessoa melhor se afastando da sombra e comparações com seu pai. Além do conflito interno ao ver o “demônio” que seu pai pintou, não é a realidade, e que este é um embate entre ideias e caminhos. E pra conseguir estes ideais? São o que faz AGE se aproximar bem mais das bases da franquia. Os conflitos humanos que acontecem e se procuram a resolução na empatia e no entendimento mutuo. Acho isso preferível a abordagem da série (que foi a do ir descobrindo e “perdoando” o inimigo a cada geração).
  • O “primeiro bloco” é um dos melhores momentos do Zeheart, pois ele vai descobrindo várias coisas como seus poderes de X-round (como disse antes o equivalente a newtype, aqui com o “pacotão” de pressentimentos, comunicação por telepatia e reflexos apurados). Enquanto que ao mesmo tempo descobre que o inimigo não é bem o que os chefes dele pintam, e as duvidas e lealdades dele vão se contorcendo e afunilando num conflito interno fantástico de se ver! E quando vira comandante ver o quanto ele inspira as pessoas pelos seus ideais é algo muito bom na parte um do filme! (só lembrando que no Japão o filme saiu em duas partes com os nomes: Age of Eden e Memory of Eden. Aqui no ocidente uniram os dois filmes como um só; porém a versão home vídeo tem um “intervalo” entre os dois, com direitos à créditos de encerramento! Mesmo sendo um filme só sob o nome de Memory of Eden).
  • Como desenvolvem a relação da Fran e do Zeheart é sensacional, você nota em nuances o quanto a relação dos dois muda do ódio mutuo pra paixão (você sente isso na animação e nas atuações, no quanto isso começa com Fran odiando o Zeheart por deixar o irmão dela morrer, e o quanto culpa o corrói, e pouco a pouco os dois vão se aproximando por compaixão um pelo outro. Até a cena do beijo que marca o topo disso, que inicia o momento que os dois estavam irremediavelmente ligados).
  • A luta final é raivosa, visceral e passa bem as emoções dos envolvidos. A atuação dos dubladores é a cereja no bolo dessa cena refeita!
  • O novo fim faz absurdamente um sentido muito melhor! Apesar de ainda ser um fim abrupto, e aqui com um pouco mais de sentido.

Foi Mediano

  • O filme te situa bem quanto a posição da guerra no começo, é as coisas que te levam ao ponto alto dessa guerra. Mas ao mesmo tempo tritura certas coisas sem a menor misericórdia como: Quer saber mais do começo!? Todo o arco do Flit é cortado! Esqueça! Quer saber mais sobre o Kio? Desculpa toda a parte do sequestro é cortada. Além de cortarem toda a parte dele ter se tornado pacifista, aqui ele mata pilotos inimigos. Quer saber mais da nova tripulação da Diva!? Tudo é cortado! O foco e a trama entre Asemu e Zeheart. Pra mim não é grande perdas, só podiam ter incluído mais cenas pra situar certas coisas como: a lenda que o Flit era, a situação de antes da guerra, já no segundo filme poderiam ter contado mais coisas de como o Asemu se tornou pirata e o sequestro do Kio.
  • Outra coisa é a total reciclagem da trilha da série de TV nos filmes. Por um lado a trilha de AGE é boa e acaba casando bem, já por outro não tem nenhuma canção original aqui! A economia é total e se sente um pouco a falta de algo novo.

Foi Ruim

  • Desse filme teria basicamente três reclamações. E cada uma vai ficar num item. Vou começar pela pior. A narrativa de culpa do Zeheart, alguns podem discordar de mim, mas o que tenho contra e em como ela foi conduzida. Usar o Desil como fio condutor (a única coisa que os ligam!? É o fato de serem irmãos, é explicado em versão alguma!). E eles tratam a culpa por ter perdido subordinados como uma ida pro “lado negro” que cada perda o torna menos humano, e que as responsabilidades passadas a ele o afundam mais e mais na escuridão; pela trama da série!? Não é ruim! Só como eles teimam em te passar isso narrativamente? É algo travado, enrolado e enlouquecedor! Aqui no filme os atos do Zeheart fazem muito mais sentido (inclusive a enlouquecida final!). Ainda deixa o fato é repentino e anti climático. Vamos ao campo hipotético, por exemplo o Desil procurou a sua própria morte; se ele mesmo morto desse “sugestões” mais radicais; tá daria mais utilidade, mas ele só aparece pra “ironizar” os fracassos do “maninho”; mano esse que mal tem tempo juntos em tela antes da morte do Desil. Usar as mortes como “pântano” na segunda metade daria mais certo se usassem a Fran como uma “escapatória” dele, em como ele a vê como uma luz, e que com ela? Ele apaga a culpa e se aceita. Isso daria mais sentido em como ele enlouquece com o sacrifício e morte da Fran, com alguém afirmando que ela foi sempre “inútil”. Só que não temos tempo e nem verba pra mais cenas. Aprecio a tentativa, mas ela fica implícita demais pra eu poder dizer que consertaram o problema.
  • O filme assim como a série largaram algumas explicações em outras mídias, mas largar explicações sobre o EXA-DB (aliás totalmente eliminado desse filme graças à deus!), e sobre como Asemu se tornou um pirata. Foram coisas que prejudicaram toda a franquia!
  • O filme pra condensar a história e suportar a nova narrativa corta muita coisa da série já no filme um! Que seria mais como a visão do Asemu da guerra. E não se sente tanto o problema, já no filme dois? Se sente mais os cortes, em nome de melhorar a narrativa do Zeheart, o filme te deixa com várias questões como: quem é este moleque que me lembra o Asemu!? (o Kio mal aparece e não se tem tempo de desenvolve-lo, fica só praticamente ligar o Age-3, lutar duas vezes com o “rival” do pai e vamos pra batalha final em outro Gundam??? Flit é quase esquecido, e Asemu “brota” na batalha final, não é ruim melhorarem a pior parte do arco final. Mas custava ajeitar mais coisas aqui ou ali pra melhorar a narrativa como um todo!?

Conclusão

Após toda esta longa jornada (aliás a ironia das ironias, o título do episódio final é: The End of Long Journey). Como fica a questão como ver Gundam Age?

Sobre a série tem toda a questão de como foram feitos os arcos, cada um é independente, além de terem uma narrativa bem diferente entre cada um. O arco do Flit é uma visão infantilizada do Gundam original, o arco do Asemu é uma trama jovem de ação, o arco do Kio é o arco mais “Pixar” de ser, sendo feito pra família, já é o arco do fim da guerra de 100 anos grita que foi feito pra videogame, é tendo um senso de escalada e urgência como se fosse uma escalada de fase final de Megaman. Com inclusive sala pra enfrentar os bosses (com a diferença que não tem que enfrentar os mesmos “robot master” de novo… só o fazer em sequência…).

Com isso temos uma série esquizofrênica, e que não sabe pra que público quer se vender, pois cada arco vai de um jeito diferente. Esta foi a primeira série tendo como diretor geral Susumo Yamaguchi (apesar de ter um longo currículo, se vê que ele sentiu a responsabilidade). No entanto se nota que ele ambicionou demais, pois fez uma imitação de Zeta Gundam e com tantas mortes e elas com o tempo perdem em muito o peso. No fim só me importo com o elenco principal, já se o resto morre ou não!? Não faz diferença! É isso em Gundam é algo terrível! Pois ele depende do drama humano pra passar a mensagem anti guerra! E se você não se importa mais com quem vive ou morre? É sinal que se falhou feio na série.

Se esta foi uma tentativa de fazer uma série mais pra todos os públicos!? A Sunrise fracassou feio pois ela só agrada em pontos específicos. Além de ser uma série que divide opiniões. Não se tem uma “unanimidade” sobre que arco qual é o melhor. E em vários quesitos não se tem a certeza se foi um fracasso.

Falando em fracassos? Ela foi um dos grandes fracassos de público, critica e audiência? (isso é até discutível, pois as métricas que por exemplo o Tokyosauros apresenta são discutíveis e por exemplo não sabemos qual foi a venda de Gunplas; mas sabemos que teve uma linha inteira de Age de Gunplas cancelada! E nem a audiência no Youtube Asiático; pois a lista foi removida um mês após o fim da série, mas podemos chutar que ela ao menos pagou as contas pois já tivemos duas séries da franquia canceladas por fracas vendas: Gundam X e o Gundam 0079).

Pra mim? Ela é bem fraca no quanto à série de TV. Eu daria pra cada arco as seguintes notas: pro arco do Flit daria a nota 6, é uma boa introdução, apesar de ter uns erros graves a puxando pra trás. O arco do Asemu dou a nota 8, diria que de longe e a mais bem inspirada e com temas “novos” tratados na franquia gundam, tem um ou outro detalhe atrapalhando (como ritmo corrido, aliás presente em toda esta trama), além de longe ser o melhor arco! Já pro arco do Kio dou a nota 7, diferente do arco do Flit aqui o clima infantil vai bem, além do começo com Flit e Kio é bem divertido, lembrando bem o clima de séries antigas, e tem o segundo ponto mais divertido quando Kio é resgatado! Daí pra frente as coisas vão de mal a pior, com o arco do fim da guerra de 100 anos que tem mortes as pencas ao ponto de eu pouco me importar de vez com o que acontece! Decisões estupidas de personagens só pra impulsionar conflito! É apesar do Flit estar aqui em seu melhor momento temos mais uma vez o grande mal desta série com mais uma capitã atropelada por ele. Aliás triste sina das mulheres aqui, pois os destinos variam de serem reprodutoras ou morrem como bucha de canhão. Aliás essa série abusa da “síndrome da mulher na geladeira”, e inclua nos desfavores se for capitã de nave!? O Flit rapidinho vai te “revogar” o comando e você vai virar secundária na sua própria nave), e daria a nota 3.

O que olha o engraçado, se juntar minhas notas dá bem o que penso! (6+8+7+3=24/4=6). É uma anime bem mediano!? A nota 6 é bem o que ela merece no total, o método de se ver deixo pra você pensar bem após “pesar” cada arco, mas se gostou do arco do Asemu ainda tem o filme a se considerar.

O filme Memory of Eden tenta trabalhar as melhores partes da série, e faze-las brilhar pois tenta dar mais importância a Rosemary e a toda parte escolar, trabalha melhor as motivações de Asemu e Zeheart, tenta ser mais modesto na trama trabalhando com menos elementos, pra ver se narrativas simples funcionam melhor. De certo modo as coisas funcionam absurdamente melhor (só de tirar o EXA-DB da trama já me deixa bem menos confuso com o fim! E trabalhar com menos personagens foi muito bom pelo fator de me fazer me importar com os personagens novamente! Em especial no fim, se paga bem pois você “vê e sente” a fúria do Zeheart. No quanto ele parte disposto a não perder mais nada! Pois ao mesmo tempo ele acabou de perder tudo o que tinha!

Pra esse filme dou a nota 7,5. É o ponto em que a série brilha mais, pelo motivo de se aproveitar do filme resumo pra reformular e recontar a história de Gundam Age. Pra mim é disparado a melhor chance que pode se dar a Gundam Age pois tem os principais pontos de Age colocados todos juntos é os fazem brilhar! Além do fato que é o meio mais barato de se adquirir Gundam AGE hoje em dia!

Esta é uma série bem, mas bem difícil de se recomendar pois a série de TV consegue ser bem única em seus arcos, mas felizmente a forma como é comercializada os seus arcos? Não ajuda; mas também não atrapalha por justamente ter os arcos fechados nelas. Minha sugestão é compre o volume 1, se gosta dos arcos do fim? Compra somente o volume 2. Já se achou somente o arco do Asemu interessante, ou achou o Zeheart tão interessante? Então compre o filme Memory of Eden! Pra mim a melhor opção, pois une dois fatores em seu favor. É um filme resumo que modifica a trama e tem muitas cenas novas! Ainda tem o “grande” fator de ser metade do preço de qualquer volume desta série! Um grande incentivador de comprar algo legalizado. E se for um dos raros que achou tudo aqui interessante até o filme!? Vai fundo amigo! Pega tudo!

Não é o melhor ponto pra se iniciar na franquia, mas vai ser algo que muito do gosto pessoal que vai influenciar a decisão de se ver ou não esta série, e eu espero ter ajudado vocês na decisão! Este é um ponto diferente e “original” o suficiente pra se conhecer, mas ao mesmo tempo tão diferente e “distante” das outras séries da franquia que leva a pergunta: será que vale começar aqui!? Pra mim é um não, mas ver depois de outras séries da franquia? Pode se pensar em ver o filme resumo. Aliás algumas curiosidades extras, a série chegou a ser dublada em Hong Kong em inglês (aliás numa dublagem que os fãs americanos zoam até hoje). O filme Memory of Eden chegou também a ser dublado (aliás inclusive se for ver os créditos americanos tem citações aos atores que dublaram o filme! Mas nunca essa dublagem chegou a ver a luz do dia e nunca até hoje a Sunrise ou a Nozomi/Rightstuff explicaram os motivos disso).

Disponível o anime somente em home vídeo, e o filme tá na mesma situação! (Não teve lançamento no Brasil; então sem legendas oficiais).

Galeria

Yes! Nos temos Gundam “Paraguaio”!
100 anos de guerra! Mais Gunplas! Menos partes!?
Bônus: Gundam Age – Trailer do Game do PSP

Links Úteis

Site oficial de Gundam Age (em japonês)

Wiki de Gundam Age com guia de episódios (em inglês)

Gundam Age na emissora MBS (em japonês)

Mobile Suit Gundam Age no Wikipédia (em inglês)

Gundam Age no My Anime List (em inglês)

Gundam Age: Memory of Eden no My Anime List (em inglês)


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